CONTABILIDADE



DEPRECIAÇÃO


É desvalorização da qualidade, da importância; desprezo, menosprezo, desqualificação, redução do preço, do valor financeiro.


A taxa anual de depreciação de um bem, será fixada em função do prazo, durante o qual se possa esperar utilização econômica.

A quota de depreciação a ser registrada na escrituração contábil da pessoa jurídica, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante aplicação da taxa de depreciação sobre o valor do bem em reais.

Observe-se que o limite de depreciação é o valor do próprio bem. Desta forma, deve-se manter um controle individualizado, por bem, do tipo “ficha do imobilizado” ou “planilha de item do imobilizado” para que o valor contabilizado da depreciação, somado ás quotas já registradas anteriormente, não ultrapasse o valor contábil do respectivo bem.

VIDA ÚTIL, PERÍODO DE USO E VOLUME DE PRODUÇÃO

Os seguintes fatores devem ser considerados ao se estimar a vida útil, período de uso e volume de produção de um ativo:

a) o uso esperado do ativo, que deve ser avaliado com base na capacidade esperada ou na produção física do ativo;
b) o desgaste físico esperado, que depende de fatores operacionais, tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparo e manutenção, inclusive enquanto estiver ocioso;
c) a obsolescência tecnológica resultante de mudanças ou aperfeiçoamentos na produção ou mudanças na demanda no mercado pelo produto ou serviço produzido pelo ativo; e
d) os limites legais ou semelhantes sobre o uso do ativo, tais como datas de expiração dos respectivos arrendamentos, permissões de exploração ou concessões.


INÍCIO E TÉRMINO DA DEPRECIAÇÃO

A depreciação de um ativo começa quando o item está em condições de operar na forma pretendida pela administração, e cessa quando o ativo é baixado ou transferido do imobilizado.

A depreciação não cessa quando o ativo torna-se obsoleto ou é retirado temporariamente de operação a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado.


Exemplo:

Valor de Edificações da sede: R$ 105.000,00
Taxa anual de depreciação: 4%
Valor da Depreciação no ano: R$ 105.000,00 x 4% = R$ 4.200,00
Valor da Depreciação mensal: R$ 4.200,00 : 12 meses = R$ 350,00

CONTABILIZAÇÃO

O registro contábil do encargo de depreciação será feito a débito de uma conta de custo ou despesa operacional e a crédito da conta redutora do ativo imobilizado intitulada depreciação acumulada.

Exemplo:

Depreciação de R$ 10.000,00 de máquinas e equipamentos:

D – Depreciações (Custo ou Despesa Operacional – Conta de Resultado)

C - Depreciação Acumulada - Máquinas e Equipamentos (Ativo Imobilizado)

R$ 10.000,00


TABELA DE DEPRECIAÇÃO








CCL OU CGL

Na análise das demonstrações financeiras ou contábeis temos vários índices que possibilitam extrair informações sobre o desempenho da empresa que são extremamente fundamentais para tomada de decisão. Vamos iniciar à partir do CCL ou CGL, uma maratona de índices que ajudarão os estudantes de ciências contábeis a compreender esse fascinante mundo.

O CCL OU CGL -  mede a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante da empresa. Apresenta se existe folga nos ativos de curto prazo em relação aos passivos de curto prazo.  

Fórmula do CCL = Ativo Circulante – Passivo Circulante  (AC-PC)

Sendo

Ativo Circulante = ativo de curto prazo 
Passivo Circulante = passivo de curto prazo

Os ativos circulantes dizem respeito àqueles ativos mais líquidos e que no curso normal das operações de uma empresa vão se transformar em caixa num período de até um ano. É por isso que esses ativos compõem aquilo que se denominou capital de giro, pois eles giram ao longo de um ano, sustentando a necessidade de liquidez da empresa.

Numa empresa comercial, por exemplo, o caixa se transforma em estoque pela compra, que por sua vez se transforma num contas a receber pela venda, para finalmente se transformar em caixa novamente, completando o ciclo. Capital de giro, portanto, é o ativo circulante que dá liquidez às operações do dia a dia da empresa.



No BP acima temos:

13.086 - 411 = 12.675 
  3.587 - 306 =   3.281

No exemplo de 2014 o CCL é de 12.675 isso corresponde a 78,96% do ativo total - a situação da empresa é boa e tem possibilidade de honrar com seus compromissos de curto prazo.

No exemplo de 2013 o CCL é de 3.281 isso corresponde a 81,68% do ativo total. Situação da empresa está excelente e tem condições de honrar com seus compromisso de curto prazo.

Para efeito de contribuição nos estudos, podemos ainda salientar que o CCL pode ser:

- Nulo
- Positivo
- Negativo

Nulo - Acontece quando o ativo circulante é igual ao passivo circulante, dificilmente acontece, mas se acontecer, demonstra que existe um equilíbrio entre os fluxos de caixas e as decisões de investimentos e também sinaliza que o ativo circulante está sendo financiado por recursos de curto prazo e o não circulante por recursos de longo prazo.

Positivo - Acontece quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante, quando isso acontece sinaliza que parte do ativo circulante foi financiado por recursos de longo prazo,  acontecendo o chamado " colchão de liquidez" , o que reduz o risco de curto prazo, mas indica que existe recursos parados.

Negativo - Acontece quando o ativo circulante for menor que o passivo circulante, indicando que parte do ativo não circulante foi financiado por recursos de longo prazo, culminando no que chamamos de " baixa liquidez" , o que aumenta o risco de curto prazo.

Neste compêndio, espero auxiliar os estudantes de Ciências Contábeis.